Corpo ou não, eis a questão (2004-01-08)


O Senhor Doutor acha que eu me refiro aos homens de forma pouco corpórea?... Ah, com excepção do instrumento!... Pois, Senhor Doutor, se calhar tem razão!...

Ora deixe cá ver... pois, com excepção do 11, o 17 e claro, do 33 nada mais há a recordar. Chega saber que existiram na história da minha vida e que tinham instrumento, ou melhor, que pelo menos tocava. É que sabe, senhor Doutor, como diz um amigo meu, não há mulheres frígidas, há é más línguas.

Sabe, Senhor Doutor, uma coisa é olhá-los num café, num restaurante, num qualquer sítio público que sempre dá para lavar as vistas. Mas de resto, os homens servem para dar uma voltinha e depois são perfeitamente descartáveis. Que corpo hão-de ter uns seres que concentram todas as suas energias na sua minhoca até conseguir içá-la e metê-la no buraco mais próximo até ficarem cheios e vomitarem, não me diz?... Raramente têm braços para nos envolver; mais vale a toalha do banho. Raramente têm língua para nos saborear; mais vale o chuveiro propriamente dito. Raramente têm pernas para nos abraçar; mais vale comprar meia dúzia de gatos para dormirem connosco na cama. E mesmo o tronco, às vezes é tão cara de pau que até aqueles substitutos a pilhas são mais simpáticos e eficientes.

Sabe, Senhor Doutor, falta-lhes imaginação o que é a prova provada que não existem do pescoço para cima.

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