Em defesa das pipocas (2004-06-10)

Não Senhor Doutor , não tenho problemas que os homens me dêem prazer! Isto são muitos anos a assar frangos ou melhor, a deitar fora as ideias com que nos educam de que as mulheres são feitas para agradar ao homens e valham-nos os santos que é pecado sentir prazer! Uma ova, Senhor Doutor!

Ó Senhor Doutor, porque se ficar constantemente preocupada em perceber se ele está a gostar ou não, se ele quer frito ou cozido, não me concentro em sentir nada e depois, os homens perante a visão de um rabinho redondo e firme, umas lambidelas naquilo que consideram ser o supremo bem ao cimo da terra e após entrarem numa superfície molhada e estrategicamente apertada pelos músculos, ao ritmo cadenciado de um tango, imaginam-se sempre no paraíso dos guerreiros que ouvem valquírias.

Sabe, Senhor Doutor, eu deixo sempre que me façam sentir Cleópatra, que estendam a passadeira vermelha, que tratem os vasos de flores que a ladeiam com cuidado, que se esforcem a abanar as folhas de palmeira enquanto eu passo. É apenas uma regra de razoabilidade: nenhuma pipoqueira faz pipocas sem o milho apropriado dentro dela! E milho frito, salteado ou cozido não são pipocas!

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