A primeira vez (2004-01-10)


Ah...a primeira vez, Senhor Doutor!... Já estava a ver que não perguntava!... Vamos lá então aos clássicos e àquela idade em que acreditamos em tudo menos no Pai Natal.

A minha primeira vez foi muito normalzinha, tirando uma ou outra coisita. Foi na casa dos pais dele, no quarto dele e ele, tinha mais 5 anos do que eu. Aproveitámos a tarde enquanto os pais estavam nos empregos e tentámos fechar à chave a porta do quarto, não fosse o diabo tecê-las mas a maldita porta estava empenada com a humidade e só se deixou encostar, deixando uma frincha para que quem chegasse pudesse sempre dar uma espreitadela.

Depois, despimo-nos, mais com pressa de quebrar a ansiedade do que de observarmos os nossos corpos. Beijo aqui, beijo acolá, muito abracinho, ora agora chupas tu, ora agora chupo eu e lá passámos à penetração propriamente dita. O que me lembro realmente é que ele era muito, mas muito pesado o que não era de estranhar para quem comia 20 croquetes ao almoço e se atronchava com um prato de flocos e uma sandes de queijo feita num pão saloio inteiro logo de manhã.

Nem sei se foi uma hora ou dez minutos mas passou imediatamente a neblina quando ouvimos a porta da rua a abrir por alguém que não era suposto voltar àquela hora e num pulo, saltámos da cama para nos vestirmos. A minha mala tinha ficado no bengaleiro da entrada da casa e era lá que estavam os meus lenços de papel. Só pensei que se lixasse e enfiei a roupa no mínimo tempo possível. As cortinas do quarto tinham o tom creme adequado para ele limpar as últimas pinguitas antes de se vestir e não transparecerem que não eram toalhas nem papel higiénico. Puxámos rapidamente as orelhas à cama e sentámo-nos à secretária do quarto a ver não importa que livro à espera que a mamã chegasse para cumprimentar.

Até nos safámos com um ar cândido já que não havia nenhum vestígio ensanguentado. A sorte tinha sido, descobri-o uns anos e umas quecas mais tarde, que eu tinha o hímen elástico.

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