Os Homens São

Concluímos hoje o ciclo de 28 dias da nossa pequena sondagem, relativamente segura, aos e-leitores deste blogue, sobre o género masculino, com os seguintes resultados brutos:
Feios, porcos e maus 23%
Espécie erectus mas não sapiens 20%

Um adereço para dar umas voltinhas e reciclar 14%

Clones das mulheres a quem cresceu o clitóris 14%
Santinhos de pau carunchoso 11%

Meninos mimados da mamã 6%

Transportadores de sacos de compras 6%

Uma forma de lavar as vistas 3%

Utensílios para mudar lâmpadas 3%

Máquinas de produção de proteínas sem sabor 0%

E vence por maioria não absoluta , mas com maior intenção de voto, a classificação dos homens como feios, porcos e maus, de uma espécie erectus mas não sapiens. Tantos milhões de anos de evolução da espécie para se demonstrar que continuamos a ter homens barrigudos, a cheirar a cavalo e cuja cabeça, do pescoço para cima, não funciona. Aponta-se como explicação para a aceitação deste fenómeno o facto do prazer sexual ter efeito anestésico.

Logo de seguida e em igualdade de circunstâncias, vemos os homens caracterizados como adereços para dar umas voltinhas e reciclar, assim como clones das mulheres a quem cresceu o clitóris . Supõe-se que terá sido o universo feminino a votar amplamente nestas características dado o espírito ecológico demonstrado e a aceitação do lado feminino do género masculino.

No honroso terceiro lugar, fica a velha máxima de que não se pode confiar nos homens - santinhos de pau carunchoso - o que mais uma vez revela o espírito ecológico dos votantes ao aproveitar todos os materiais mesmo que deteriorados.

Novamente em ex-aequo, a constatação de que os homens são uns meninos mimados da mamã e uns transportadores de sacos de compras, revelando-se como tal de alguma utilidade para as mulheres darem azo aos seus instintos maternais e de consumo. No entanto, estas funções parecem estar a cair em desuso.

Também em empate técnico ficou o uso dos homens como forma de lavar as vistas e de utensílios para mudar lâmpadas, a que não parece alheio o elevado desenvolvimento tecnológico verificado desde a última década do século passado que permitiu substituir, com vantagem, os homens de carne e osso por jpg's e gif's animados a gosto, bem como trocar a luz proveniente dos velhos candeeiros por monitores de diversas dimensões, para iluminar as várias divisões de uma casa.

Finalmente, nenhum e-leitor(a) considerou que os homens sejam máquinas de produção de proteínas sem sabor, de onde se conclui, sem margem para dúvida, que o esperma tem sabor. Fica-nos apenas a dúvida se, eventualmente este resultado não radica no facto de a produção ter descido de tal forma que já ninguém encontra o produto.



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