Mapa do pénis


Oh Senhor Doutor, eu sempre sonhei conhecer ao vivo, cara a cara, aquele escritor, pela fascinação que as suas palavras me causam e quando me disseram que tinha de o ir entrevistar, agarrei a oportunidade com unhas e dentes e com tudo o que tinha.

Claro que levei o gravador, papel e caneta, Senhor Doutor, que tropa é tropa, conhaque é conhaque. Mas também calcei umas dim-up pretas com rendinhas na liga. E vesti um sutiã preto com florinhas rosa pálido, muito anos vinte e as cuequinhas do conjunto, a bem dizer, mais um fio dental que outra coisa.

Porque, Senhor Doutor, quando terminei a entrevista, ajeitei a franja na testa e cheguei-me mais ao laureado mestre das palavras escritas para lhe agradecer. Pousei uma mão nos seus cabelos macios, sem desviar os meus olhos negros dos seus e sentei-me ao seu colo, abanando no ar os sapatos pretos de camurça e presilha no peito do pé. De um gesto tirei fora o vestido colante que levava e encostei-me ao seu ombro, cheirei-lhe o pescoço e perante o sorriso cortês dele, comecei a desabotoar, lentamente, cada um dos botões da sua camisa. Ele ajeitou-me melhor nas suas pernas, lendo com as palmas das mãos todo o contorno das minhas nádegas. Puxei a fivela e retirei-lhe o cinto preto enquanto ele fazia saltar os meus seios para as suas mãos, debicando-os como uma mão cheia de cerejas. Escorreguei devagar do seu colo, para lhe baixar as calças de pinças e descobrir a sua caneta de tinta permanente.
E avistei também , Senhor Doutor, que apesar da idade, o escritor tinha um rabinho de terra firme , todo rijinho. Só me faltava saborear a famosa «Mont Blanc». Lambi o aparo a toda a volta, percorri a caneta toda, de alto a baixo e espalmei a língua em ambas as cargas responsáveis por erupções. Voltei inversamente pelo mesmo caminho, para abocanhar ritmadamente todo o músculo, enquanto os meus dedos se passeavam para trás e para a frente junto à sua próstata. E fui repetindo toda a degustação de boca, língua e mãos até o ouvir pronunciar as palavras mágicas que me arregalaram os olhos de satisfação e me prenderam os lábios da boca como um alfinete de peito.

Isto, Senhor Doutor, é que foi beber o verdadeiro espírito do autor!

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