Banana




Um amigo meu tem um filho de 11 anos e em cada manhã que o vai acordar, salta-lhe à vista a razão a pino nos lençóis para se apressar a inteirá-lo dos factos da vida. Não é que não tivesse já abordado o assunto como o miúdo mas inquietava-o a sensualidade expelida a toda a hora pela publicidade e noticiários televisivos e ali prontamente consumida com os olhos, tal como o uso intensivo da consola de jogos.

O caso Senhor Doutor, é que ele pretendia elucidá-lo nas questões mais práticas e vai daí, sugeri-lhe o uso de uma banana. Ele lá escolheu uma com as dimensões que considerou adequadas e rebocou o miúdo até à bordinha da cama para o sentar, cuidadando previamente de desligar todo e qualquer monitor daquela casa. De pé, como em qualquer aula em que se quer prender a atenção do público, lá foi discorrendo sobre as formas de evitar engravidar as moças ou apanhar doenças que desfiguram a vida, enquanto se debatia com a abertura do preservativo para depois, pedacinho a pedacinho, o desenrolar e encavalitar na banana. Adicionalmente, informava-o que o orgão feminino se adaptava à forma como se fosse plasticina e fabricava um líquido que facilitava muito a escorregadela.

O catraio ficou orgulhoso de saber algo que tinha a certeza que os colegas desconheciam e que lhes podia desvendar nos intervalos. Apesar disso Senhor Doutor, a dúvida recorrente em todo aquele diálogo e grande espanto do rapaz era como é que era possível a pilinha ficar tão grande como a banana e não julgue que o afluxo do sangue o convencia, que para ele, aquilo era mesmo magia!

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