Este poema que fala de amor

Porque estamos com a lua em quarto crescente e porque amanhã é o Dia Internacional dos Museus, porque não levar o/a nosso/a-mais-que-tudo a um museu de coisas simples, como o Museu da Água (Lisboa) ou o Museu do Pão (Seia) e depois, ler-lhe este poema do Bin-Tex que
« fala de amor
e do deserto
e da liberdade » ?



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Photo © Pierre de Champs



Estou Aqui
eu
tu
nós

seguindo
andando
correndo
saltando
viajando

de um lado
o deserto
do outro lado
o deserto

a estrada
o caminho
a pista
o trilho

a vontade
o desejo
o sonho
a certeza

a saudade
do ir
do sair
do mergulhar

nas areias
quentes
macias
suaves

do cheiro
da terra
do sol
do vento

assim
vou
vais
vamos

na rota
na rota
do Sul

para
os trópicos

onde
a carne
fica
mais
perto
do pensamento

onde
o coração
fica
mais
perto
do sangue

a paz
a certeza
a simbiose

das gentes
ao sul
feitas
de sol
e água
e terra

assim
seguimos
andamos
corremos
saltamos
viajamos
caminhamos

concavo no convexo
preto no branco
mar e areia
céu e terra

corpo
único
unido
laçado
completo
pleno

a
utopia
dos sentidos
dos elementos
da terra
do fogo
do universo

sempre
e
sempre
e
sempre

absoluto
imenso

Assim
seguimos
andamos
corremos
saltamos
viajamos

na vida
e
no amor


Bin Ali

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