O Império do Falo

Seios, peitos, tetas, mamas, busto, melões e toda uma variedade incrível de frutos, conforme o tamanho e a forma que apresentem. Chamem-lhes o que chamarem, as mamas, e eu prefiro chamar-lhes assim, fazem parte do império das fantasias masculinas.

Já desde a pré-história, encontramos muitas estatuetas representando mulheres nuas, de convidativos e protuberantes seios, proeminentes estômagos e nádegas roliças. Estes adiposos corpos não eram a Play Boy da época, mas símbolos de vida, ligados à nutrição e à fertilidade.
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“Dar peito ao filho para o alimentar e ao marido para o repousar” era o slogan oficial revolucionário, quando a imagem da mulher passou a inspirar sentimentos políticos, em vez de estímulos sexuais.
Marianne dá cabo deles

Este símbolo do peito político, foi até usado pela América, antes do Tio Sam se tornar púdico para, na Segunda Guerra Mundial, inspirar sentimentos “patrióticos”, levantar o “moral” aos soldados e mostrar sentimentos de liberdade frente ao inimigo opressor.
bombocas

Para uma cultura obcecada por mamas, o mercado capitalista encontrou possibilidades comerciais infinitas. As mulheres são as principais destinatárias (vendedoras e compradoras) de uma gigantesca indústria internacional, não só relacionada com os serviços e produtos destinados directamente a adequar e controlar o peito, moldando-o, realçando-o, dissimulando-o, aumentando-o, diminuindo-o, mostrando-o, escondendo-o mas também, como diz o marketing “com umas boas mamas, pode-se vender tudo o que se quiser: carros, bebidas, cigarros, desportos e até programas políticos”.
Nem eu

Isto conduziu a uma ditadura da imagem da mulher de tal forma que, hoje em dia, gastam somas consideráveis para reduzir a metade inferir do corpo e aumentar a superior. E nós, homens, frustrados por não termos nas mãos, aquilo que nos é apresentado em papel ou no plasma.

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