Fag-Hag


As 3 razões para escrever este post:
1º Porque me comprometi a tomar conta da casa, enquanto das férias da Maria e não tenho cumprido … ainda bem que não me pediste para regar as plantas, nem alimentar os gatos …
2º Porque o post de baixo, escrito pela Maria, já vai num obsceno numero de comentários e assim, coitada, arrisca-se a ser convidada para ocupar as vagas deixadas por alguns elementos do Afixe.
3º Porque há um assunto que me anda aqui a fazer urticária e de tanto coçar a micose, até já fiz ferida.

Assunto esse que dá pelo nome de Fag-hag que, para quem não saiba (e eu não sabia), é o nome que se usa para denominar as mulheres que encontram nos homossexuais, os parceiros ideais para as suas amizades. Não é um termo pejorativo, é apenas o termo técnico. E perguntam vocês, o que me incomoda a mim, nestas relações de amizade?

À partida, nada. Os homossexuais, não concorrem comigo para o mesmo objectivo logo, não se apresentam como um rival.

O problema é que, tomando como modelos os amigos, tão sensíveis, tão gentis e educados e com tão bom gosto a vestir, que dão conselhos sobre como lidar com os homens (quais homens?), que têm paciência para ouvir todos os drama femininos e até os vivem como se fossem deles, exigem de nós, que nos tornemos aquilo a que agora se convencionou chamar Metrossexuais.

Esta nova invenção do marketing da moda e dos produtos de beleza, fabrica homens heterossexuais, com comportamentos e preocupações tipicamente femininas. E já estou a imaginar uma moderna cena doméstica, onde marido e mulher partilham o mesmo creme facial, discutem o tom das nuances e marcam a depilação para a mesma esteticista. Deve ser mais interessante que as eternas desavenças sobre a tampa da sanita, ou quem tira a loiça da máquina … não sei.

Resta-me a esperança que ainda haja por aí gajas com o G no sítio, à procura de homens com pelos no peito e a barba a arranhar … quanto ao cheiro, dou um desconto.
Um bom perfume, parece ter efeitos afrodisíacos nas mulheres.

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