Joint



Senhor Doutor, fui ver o último joint do Spike Lee e saí de lá ainda mais convencida que regra geral, os homens são mesmo piegas.

Como um estalar de dedos lembrei-me imediatamente de um amigo meu capaz de partilhar a sua cama com todas as mulheres do mundo mas nunca a casa de banho, apto a dividir todos os fluídos do seu corpo por quem manifeste interesse mas não o seu território, preparado para exibir todas as suas competências verbais e físicas mas não a sua intimidade. Sucede que um belo dia, uma antiga namorada de casa posta com outra mulher apareceu-lhe à frente pedindo que a engravidasse e desse o nome como pai. Ele ponderou as consequências do acto mas a perspectiva de a inseminação ser feita à moda antiga e não para um boião entusiasmou-o de forma convicente.
Passadas as semanas da praxe lá nasceu a criança, de sexo masculino e ele não resistiu a pegar-lhe, rodando-o como uma taça para mostrar à família o seu rebento. Continuou a querer acompanhá-lo na escola e em actividades extracurriculares tanto quanto em si cresciam os desejos de o ensinar a ser um homem, à séria, sem dúvidas sobre a incontestável máxima de que as gajas se dominam pelo bom desempenho na cama. Buscava sistematicamente o seu filho para saídas regulares, ocasiões que também aproveitava para forçar um beijo ou uma apalpadela nas nádegas da companheira da mãe que ele era um homem capaz de converter qualquer fêmea aos seus encantos.

Bem sei que a maioria das mulheres dispensa aos filhos um amor altruísta que raramente repetem em mais alguém mas a minha dificuldade Senhor Doutor é entender porque é que os homens vêm nos seus filhos machos o prolongamento da sua pilinha. Será um esconjuro da andropausa?

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