Postal Botto

Foto © JQ

António Botto que tem um poema a adornar uma fonte de Alfama, na Rua da Judiaria e a quem imprimiram um livro trocando na capa o seu apelido por Roto, nasceu no concelho de Abrantes em 1897 e morreu 62 anos depois no Brasil.
Ao invés de entronizar a beleza da mulher que então enchia a poesia, distinguiu-se por celebrar a do homem.


Nunca te foram ao cu,
nem nas perninhas, aposto!
Mas um homem como tu,
lavadinho, todo nu, gosto!

Sem ter pentelho nenhum,
com certeza, não desgosto,
até gosto!
Mas... gosto mais de fedelhos.
Vou-lhes ao cu
dou-lhes conselhos,
enfim... gosto!

(Inédito de António Botto, cedido por Francisco Esteves para Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica , Lisboa: Antígona/Frenesi, 2000)

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