Postal de provérbios


[ Veja o azulejo completo no final do post]

Os provérbios traduzem muita sabedoria popular. E neles encontramos a explicação para o ter caído em desuso um comportamento rotineiro como o casamento, também conhecido como matrimónio ou núpcias.

Os rifões populares bem que avisavam:
  • Quem casa não pensa, quem pensa não casa.
  • Casar, casar, soa bem e sabe mal.
  • O casamento pesa muito e descansa no pouco.
  • Casa-te e verás: perdes o sono e mal dormirás.
E caso se insistisse nesse intento, eles também admoestavam que:
  • Casarás, amansarás.
  • Quem casa muito prontamente, arrepende-se muito longamente.
  • Casamento feito, noivo arrependido.
  • Quem casa com formosa, tem trabalho.
  • Quem casa com mulher feia e rica, tem ruim cama e boa mesa.
  • Mulher casada deita-se singela e acorda dobrada.
  • O casamento é bom de saber, mas quem o há-de manter, muito há-de saber.
Para além de ainda lavrarem sentenças de dúbia explicação:
  • Casamento nem fazê-lo nem desfazê-lo.
  • Quem mais não pode, com sua mulher dorme.
  • Casar ou meter freira.
Adenda: é este o azulejo completo, gentilmente descoberto pelo Cap



(Os provérbios foram retirados de: Pedro Chaves, Rifoneiro Português, Porto: Editorial Domingos Barreira, s/d, 2ª edição)

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