Cloonada

Ai, Senhor Doutor que estou aqui a cair de sono. Quase não dormi nada esta noite, naquela fezada de ver o meu Clooneyzinho feito um triplo vencedor da noite dos Óscares. Sabe como é, logo de entrada serviram-no como o primeiro vencedor da noite e um homem sexy como ele fixa mesmo as audiências femininas, colando as nossas carinhas ao ecrã como se lhe pudéssemos sentir o perfume e a estática dos televisores fosse a sua vibração.

E depois, qualquer trapinho lhe fica bem, até mesmo aquele smoking formal com gravata, apesar de quase não lhe terem focado o fundo das costas mas, como se costuma dizer, também não se pode pedir tudo. Em boa verdade, nem sequer são de desdenhar as suas palavras lembrando que a Academia premiou filmes sobre os direitos dos negros ou abordando a SIDA quando estes temas não eram populares. A danada não lhe concedeu foi a boa sorte de premiar a sua película sobre o tempo em que todo o americano que cheirasse minimamente a comunista era perseguido pelo McCarthy, para gáudio universal das mulheres que o trazem clonado todos os dias nos neurónios e até nos screensaver's do pc's, nos casos de maior viciação.

Como este ano, três foi a conta que Deus fez, tivesse o querido George usado as suas qualidades naturais de sensualidade e charme no argumento e realização e alcançaria como as Memórias de uma Gueixa as três estatuetas. Não importa se são categorias light que para efeitos estatísticos tem os mesmos três.


(montagem feita a partir de Salvador Dali, Crucifixion,1954 [não esperavam que eu a designasse por colagem, pois não?])

0 comentários: