Corropio


Oh Senhor Doutor, desculpe-me hoje chegar tão ao final da tarde mas nem queira saber o corropio que tive hoje por causa do dia da gaja.

Com aquela minha amiga que é muito participativa em tudo quanto é evento, fomos logo de manhã pedalar em Monsanto e assim como assim, provar que não nos esquecemos de andar de bicicleta. Depois, arrancámos para o Amadora-Sintra que hoje promovia um rastreio do cólo do útero, para nos recordarmos que temos esse colo onde nem sempre os nossos amigos mais chegados tocam porque, às vezes, fica mesmo a faltar-lhes um bocadinho assim.

E depois do almocinho para recuperar as forças, lá embarcámos para umas compras que essa minha amiga que tem um convite para duas pessoas para a posse de amanhã, embicou que tenho de ser eu a acompanhá-la, santa paciência e logo agora, que eu estou sem a puta de uma saia, ou pelo menos não demasiada curta, para usar como manda o protocolo, não vão umas calças num rabo feminino dar menos brilho à cerimónia.

Aqui estiraçada, Senhor Doutor, só me assenta no corpo aquele verso em que a Natália dizia "Dão-nos a honra de manequim/Para dar corda à nossa ausência/Dão-nos o prémio de ser assim/Sem pecado e sem inocência".

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