Almoços

Foto © Patologista


Já andávamos há cerca de 3 anos, mas continuávamos a manter uma daquelas químicas sexuais em que bastava um ligeiro toque, uma simples troca de olhares, para que a nossa mente divagasse e imaginássemos logo os nossos corpos envolvidos um no outro…a atracção entre nós tinha algo de animalesco, não conseguíamos estar sem ser aos beijos, aos apalpões. Quando estávamos juntos era como se o mundo à nossa volta parasse e só existíssemos nós; o sexo entre nós era a completa fusão de dois corpos num só.

Ele trabalhava relativamente perto do meu escritório e era vulgar vir almoçar comigo. Aproveitávamos sempre esse bocadinho para nos almoçarmos um ao outro com o olhar, e que bem que me sabiam esses almoços… Houve alturas em que pura e simplesmente abdicámos do almoço para corrermos para o motel mais próximo, ou para irmos até minha casa, mesmo que fossemos estar juntos horas mais tarde!

Foi num desses almoços que perdemos totalmente o decoro…

Na falta de tempo para grandes deslocações e na ânsia de dar largas ao desejo que nos estava a consumir, não pensámos em nada, simplesmente nos dirigimos para o interior do carro dele.

Começamos a beijar-nos sofregamente, as mãos percorriam os nossos corpos procurando uma qualquer abertura que nos fizesse sentir a pele quente um do outro.

As minhas mãos deslizaram até à braguilha dele, queria sentir o pénis dele endurecido pelo desejo…comecei a acariciá-lo, as minhas mãos deslizavam-lhe pelo pénis em movimentos suaves… Levantei-me ligeiramente, para que me pudesse acariciar, queria senti-lo a masturbar-me, queria sentir os dedos dele a penetrarem-me, enquanto a minha boca procurava o contacto físico com ele…

Percorri-lhe o pénis endurecido com os meus lábios e à medida que os movimentos iam aumentando senti que o corpo dele ia explodir de prazer…Passados poucos minutos, ele atingiu o clímax… Ficámos por mais alguns minutos a acariciar-nos e a gozar o momento…Olhámos um para o outro e desatámos a rir… Não estávamos bons da cabeça!

Eram 2h da tarde e estávamos parados em frente ao meu emprego!

Quando olhámos em redor, havia alguém numa janela dum dos prédios, ao mesmo tempo que vimos surgir um camião TIR por trás do carro, camião esse que se deslocava para um armazém que pertence à minha empresa… Até hoje não sei se alguém nos viu, e também não me preocupa…foi das coisas que mais prazer me deu fazer até hoje, o mundo podia ter acabado naquele momento que nós não teríamos dado por isso…

Cruzeiro do Tejo

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