Chatice o ex ainda ter razão

Foto © Patologista

Aconteceu com uma "ela", algures por aí…

Regressada a casa, a excitação alterou-lhe o ritmo do sono. Inquieta, levantou-se e fez uma refeição ligeira.

Estendida na cama, sentia ainda no corpo, as mãos carinhosas e enérgicas dele… Com as suas, acariciou-se numa vã tentativa de igualar as sensações ainda vivas e quentes na sua pele...
Finalmente, pelas duas da manhã, adormeceu.

Inesperadamente, pelas 05:30 H, acordou. Não era habitual nela. Os primeiros momentos do despertar, transportaram-na para a noite anterior.
Que bom acordar assim tão bem disposta!! Também não era habitual nela…

Virou-se e revirou-se na cama, jamais conseguindo "engatar" de novo o seu soninho habitual. Por fim, levantou-se, apesar de ainda ser cedo. Invadiu-lhe um enorme desejo de se sentir penetrada novamente… De olhos fechados, com a ajuda do seu fiel amigo, masturbou-se com intensidade, visualizando os momentos do quase perfeito entendimento da noite anterior…
Foi bom uma vez mais…
Para seu espanto, verificou que do seu vibrador, pingavam gotas de espuma esbranquiçada… " Bolas, ando a bater forte demais!… mas, é tão bom assim!…"

No trabalho, o dia aconteceu absorvente como era habitual. Parecia o decorrer normal de mais um dia do calendário laboral….

Após o almoço, "hora especial" para o seu corpo, a reflexão crítica começou.

Teria acontecido mesmo ou tratar-se-ia de um sonho???

Pesadelo, tinha a certeza de não ter sido!
Ao movimentar-se na cadeira, sentiu os músculos ligeiramente doridos… Afinal tinha acontecido mesmo!

Era a hora preferida pelo seu corpo…. hora das reclamações, dos desejos inadiáveis, das exigências habituais…. hora do cio , costumava dizer…

Então um ligeiro sorriso aflorou-lhe os lábios e sentiu uma vontade enorme de lhe enviar uma SMS: " Já estou pronta para outra!... E tu ??" Porém, não o fez. O entendimento entre os dois tinha sido ENORME, mas não sentiu à vontade para ser a primeira a reatar o contacto. Preferiu esperar, aguardar que ele ligasse primeiro. Apesar de ter sido muito gratificante o encontro, de modo algum queria que ele imaginasse que ela pretendia "colar-se" nele.

Esperou…
esperou…
e
continuou esperando…
Depois de umas horas de sexo intenso, acontecidas com entendimento e confiança de "velhos conhecidos", não ouvir um simples "olá" era no mínimo estranho…
Teria sido TUDO apenas "palavras de um momento", um simples e puro jogo de sedução??

Com o passar das horas, a decepção invadiu a mente. Ela já não tinha idade para ficar triste com o sucedido, mas, decepcionada… ficou, e MUITO!… Apesar da experiência… apesar de não ser situação inédita, apesar de nunca fazer cobranças, é espantoso poder constatar, que a acusação um dia proferida pelo seu "ex", continuava bem actual: " porra mulher, não percebes mesmo nadinha d`homens!…"

Em boa verdade, cada vez percebe menos…


Papoila.Rubra
10 – 10 - 2005


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