Postal de fidelidade proverbial

A fidelidade, essa coisa que se cola a nós para cimentar a ordem e poucos desacatos já que os tempos não estão para se gastar dinheiro em vigilantes para cada um de nós, já era desrespeitada antigamente e graças a isso podemos hoje aqui mostrar os ditados que a sabedoria popular lhe dedicou:

  • Quem é desconfiado não é fiel.
  • Quem foi infiel uma vez, sê-lo-há duas ou três.

E é curioso notar como bastas vezes se associa a fidelidade à segurança da propriedade:

  • Quem ama a mulher casada, trás a vida emprestada.
  • Quem faz filhos em mulher alheia, perde-lhe o tempo e o feitio.
  • Mulher, cavalo e cão, nem se emprestam nem se dão.
  • Mulher e horta não querem mais de um dono.
E para convencer quem possa vacilar, lança-se uma praga:

  • Quem é cornudo e consente, que o seja para sempre.


(Os provérbios foram retirados de: Pedro Chaves, Rifoneiro Português, Porto: Editorial Domingos Barreira, s/d, 2ª edição)

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