Aux bikinis citoyens



Hoje só podia acordar assim, de barrete frígio na cabeça e a mama esquerda à mostra que não é todos os dias que se comemora a liberdade contra a tirania, como na festa nacional francesa que assinala a tomada da Bastilha, ocorrida no dia 14 de Julho de 1789.







E nisto de expôr as revoluções que vieram ao mundo pela mão dos franceses, lembrei-me do bikini que se exibiu pela primeira vez há 60 anos atrás.

Louis Reard (1896-1984) era um engenheiro mecânico que herdou da mãe a administração de uma indústria de lingerie e a partir da década de 40 decidiu desenhar ele próprio roupas. Reard criou o bikini, um modelo em algodão estampado a imitar um jornal e para o conseguir exibir num desfile que teve lugar em Paris, em Julho de 1946, teve de contratar Micheline Bernardi, uma dançarina do Casino de Paris habituada à nudez.

A escolha do nome para o conjunto das duas pequenas peças colheu-a do atol de Bikini, onde alguns dias antes os EUA haviam detonado a primeira bomba atómica de uma série de testes. A provocação era associar que, para a época, a imagem de uma mulher em bikini constítuia uma bomba atómica.



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