Parabéns, Papoila Rubra!



Como forma de te desejar os parabéns Papoila Rubra, aqui te deixo este exemplar - repara no tamanho dos polegares - , esperando que não seja um valente susto mas antes te deixe com as meias encharcadinhas e com vontade de continuar a amar as pedras.

Recebe também esta poesia que julgo traduzir a intensidade das águas em que navegas:

Melancolia branca

Afasto a nuvem que pousou na tua cabeça,
e vejo-a voar para o horizonte onde alguém
a confundirá com uma ilha. E entro no mar
do teu corpo, sem saber para onde me levará
a navegação que me ofereces. Mas a névoa
que habita os teus olhos - que vento litoral
a dissipará? Que aves negras nascerão de
dentro dela, com as asas suspensas numa
dúvida de rumo? Fecho a janela da alma,
e guardo-te na obscuridade de mim,
saboreando o desejo que a memória limpou
do esquecimento. E sais de dentro dos
lençóis da noite, com a promessa do teu
corpo na bandeja do dia.

Nuno Júdice

(Foto © Paulo Madeira, 2006, Toco-me...)

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