Socas


Não gosto de socas e nunca gostei que bem me lembro quando há muitos anos foram moda cá no burgo e era vê-las a voar do alto do Twist da extinta Feira Popular directas para as cabecitas dos traseuntes incautos.

Tivessem em algum dia do recuado século XX andado com elas calçadas a apanhar os cachos nos socalcos no Douro e não sentiriam a piadita de andar a martelar com elas no empedrado citadino.

É claro que a passagem do tempo fez com que agora sejam afuniladas, cheias de rocócós étnicos de brilhantes e missangas como se absorvessemos a cultura de outros povos pelos pés.

A sua grande vantagem é mesmo permitirem uma rápida libertação dos pés nus para actividades recreativas como dedilhar partes fracas debaixo da toalha da mesa de um restaurante.

0 comentários: