À pedrada


Posso acreditar no que me apetece que ninguém me obriga a que seja Shahada. Posso ajoelhar e orar a quem quiser se assim me ditar o coração e a razão. Posso até fazer do meu corpo esmola para qualquer outro humano carenciado que ninguém me proíbe impondo-se como dono do meu corpo. Ou posso ter a lua de jejuar por razões simbólicas, por dieta ou até anorexia. E posso peregrinar por esses caminhos fora sem precisar de autorização de meu pai, meus irmãos ou meu consorte.

O caraças é saber que apesar de eu poder essas coisas todas, elas, a Parisa, a Iran, a Khayrieh, a Shamameh, a Kobra, a Soghra e a Fatemeh não podem, e até podem ser atadas a pilares para lhes abrirem as cabeças e enfiarem-lhes outras ideias à pedradada.



(um obrigada à Titas e ao Xico.LF pelo link)

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