Leitão de Boas Festas




"Não há maricas no Exército!... Estamos entendidos?..."


Este é o mote para neste filme de Joaquim Leitão alguém aplicar a pena disposta no Levítico, de acordo com o artigo 20, versículo 13, da Bíblia.

Em Moçambique de 1969, uma amálgama de pronúncias do norte às ilhas fora do continente, passando pelo Alentejo, sobrevivem num aquartelamento em cuja festa da Consoada se canta alegremente "Ele e Ela" e quase como um arrepio a "Menina dos olhos tristes", de Reinaldo Ferreira e Zeca Afonso que a voz de Adriano popularizou. Com o oficial das rondas, Gaio de seu nome, a ter malhado ali com os costados depois de ter sido interrogado pela PIDE.

Em cada bombardeamento, a objectiva coloca o espectador na trincheira e o barulho do primeiro rebentamento apanha-o de surpresa como a qualquer dos participantes da festa das tropas. Em cerca de 24 horas desfila a guerra colonial e as emoções de quem esteve no terreno e até da Elvira, minha grande puta.

E mais não digo que melhor que qualquer coisa que eu acrescente, este filme merece é ser visto e por isso também as imagens que abaixo deixo são do making off do 20,13.








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