Seis Marias blogoesféricas

(Foto © José Frade, 2004, Rostos)

Fui ao ginásio.
Não me parece haver melhor lugar para exercitar os olhitos em direcção aos gémeos, aos glúteos, eu sei lá… olhos em movimento orbital porque aquilo é um corrupio de exageros corporais, digo eu, que fiquei enjoada de tanta massa bruta.
À minha frente um rapazinho africano exercitava qualquer coisa, nem sei bem o quê porque se lhe fixava rosto os olhos intimidavam-me, a saírem, brancos imaculados, da pele escura. Um mimo! Mas se baixava os meus para evitar o embaraço logo dava com o volume dos calções ali mesmo acima do vasto interno, perto do grande adutor visto de frente.

posted by Fausta Paixão @ 12:26 AM

Entro direitinho na categoria do blog de gaja (e esqueçam agora por momentos que a doçura do Gaivina também se espalha por aqui em textos), daqueles blogs que tresandam mesmo a gaja e dizem tesão e orgasmos e sexo e desejo e sei lá mais o quê. E ainda digo palavrões e escrevo os nomes do desejo em vernáculo, sem pudor em dizer caralho e admirá-lo assim, belo e erguido; ou dizer cona, sabendo e deixando saber que tenho uma; ou mamas, ou pele, ou pêlos, ou cheiros, ou vida.
posted by Hipatia @ 12/02/2006

Mas é para jogar limpo. Cartas expostas, em camisolinha de alças, e mãos lavadas. Aceito tudo o que de sórdido me possam expor. Acordo a colite adormecida, mas inspiro devagarinho. Raramente parto do pressuposto de que. A empatia torneia-se, assimila-se e aprende-se. Inclino-me ligeiramente à frente, e qual larápio, prescuto no fundo do olho, os cliques que me soam números directos à abertura do cofre. Com o acesso conseguido, aguardo pela apresentação do power point. Mas aí reclino-me. Alargo o campo de visão, e mostro os ângulos abertos.
Joguemos. Agora tu, agora eu.
Ao primeiro truque sujo, pára-se o jogo e revê-se novamente as regras. Reiniciemos.
- Ah! Um pequenino aviso antes. Da próxima ficas sem mãos. Estamos entendidos?



Madrugada de terça-feira. Na minha cama. Eu, os meus dedos e as minhas fantasias. Estava quase lá, só precisava de acelerar os movimentos, de pressionar um bocadinho mais... E depois ele apareceu. Os seus olhos azuis invadiram a minha mente e eu não consegui. Simplesmente não consegui atingir o orgasmo. O motivo deixou-me gelada. Eu não queria ter um orgasmo a pensar nele. Queria que ele estivesse ali, na minha cama, queria que fossem os seus dedos e não os meus, queria-o dentro de mim...
Posted by Maria * 24/10/2006 *5:33 PM

dez e meia, vague prepara-se para sábado caseiro. foi buscar filme ao club de de vídeo, outro à biblioteca, comprou jornal, rebuçados sem açucar e leite magro e, comendo ampla fatia de bolo de bolacha, recosta-se no sofá. precavida leva consigo O meu Michael e calça as luvas impregnadas de creme. amanhã terá mãos de seda.
Ferve-se o mel espesso dentro da água terna, até que se alague o rosto. Mexe-se repetidamente o gesto, até este se esquecer da cor límpida que ensopa a pele. Atrasa-se um pouco o fogo, forçando os dedos cravados na carne. Entrelaça-se a respiração, que sucumbe por fim, e deixa-se verter a gosto.

(ideal para os nervos; pode ser servido a qualquer hora)

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