Alfacinha quinhentista


Neste dia 9 de Março, mas no ano de 1500, partiu de Belém mais uma armada destinada à Índia, comandada desta vez por Pedro Álvares Cabral, que por mero acaso se desviou da rota e por grande sorte encontrou logo o Brasil que felizmente ainda estava dentro dos limites portugueses inscritos no Tratado de Tordesilhas.

Ora na Lisboa de tão afortunados portugueses, descrita 51 anos depois por Cristóvão Rodrigues de Oliveira no seu Sumário, encontramos ruas de sugestivos nomes e costumes.

O mau estado dos arruamentos alfacinhas já é então sugerido na Travessa do Inferno, na Rua de Mata Porcos ou até no Terreiro de Cú de Cão e ainda com mais força na Rua de Calca Frades, na Travessa de Escanchalha Perna e na Rua de Quebra Cus.

Outros costumes da época aparecem no Beco do Poço dos Namorados, na Rua da Estalagem das Moças, na Travessa de Barregoa, na Rua da Mancebia e no que quisermos imaginar que originou a Rua do Pau Travesso.

E até os conhecimentos medicinais já crismavam as vias públicas de que são exemplo o Beco da Parteira, a Rua do Pai de seus Filhos e a Travessa do Esquentamento.


(gravura de um incunábulo gentilmente patrocinada por aqui )

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