Da língua das batatas quentes


A língua inglesa sempre me foi custosa como se a sua pronúncia implicasse ter uma batata quente dentro da boca. E depois de ler o post de que abaixo respigo partes pergunto-me se a soberba cresce com o facto de se nascer inglês.

O seu nome é Richard Croker, capitão de infantaria inglês em viagem pelo nosso país nos idos de 1780. Os textos são datados e exprimem o desdém e soberba com que os membros do Império de Sua Majestade encaravam outros povos. No primeiro texto é notório que o capitão, na sua aproximação à cidade, se apaixonara por uma bela portuguesa, porventura de olhos negros, algures pelas estradas de Sintra.
(...)
Das mulheres:
“Era impossível não reparar, nas cidades em que passámos ultimamente, na diferença entre as mulheres de Portugal e as de Espanha.
As mulheres portuguesas são agradáveis, elegantes no vestir, com lindos olhos e dentes e belo cabelo muito abundante: nos seus penteados misturam fitas e flores com muito bom gosto e isto mesmo mulheres de classes baixas, pois não nos foi dado ver outras.
Em resumo, tem que se admitir que há mulheres mais bonitas e melhores mulas (sic) em Portugal que na Andaluzia.”
(...)
Dos homens, depois de um encosto mais viril (assumpção minha):
“Os homens portugueses são, sem dúvida, a raça mais feia da Europa. Bem podem eles considerar a denominação de «ombre blanco» como uma distinção.

(imagem gentilmente patrocinada por The Corsair)

0 comentários: