As horas de Maria ou a lógica do 8


Oito horas para dormir, 8 horas para trabalhar e 8 horas para dividir entre o percurso casa-trabalho e vice-versa, confeccionar o pequeno almoço, o jantar e, ingeri-los, aliviar os intestinos, executar as inevitáveis tarefas domésticas, foder e, tudo o mais que se pode chamar viver, assim se repartem as horas do meu dia.

Não fossem aqueles gajos de Chicago que em 1886 fizeram uma greve e uma manifestação no 1º de Maio para exigir as 8 horas de trabalho diárias e eu não estaria aqui a blogar nem tempo teria para laurear a pevide. Muitos foram feridos, presos e 8 deles até foram condenados à morte na forca mas desde aí a jornada de trabalho foi progressivamente baixando de 12 para 10 e depois, para 8 horas.

Onde a porca torce o rabo num 8 redondinho é que na minha estatística cresce o número de gajos que encontro submersos em 10 e 12 horas de trabalho, na melhor das hipóteses apenas disponíveis para dar uma rapidinha que já nem podem com uma gata pelo rabo e nem sequer estou a falar de Vila do Conde.

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