Elevador do Lavra *

(Foto © J.P. Sousa, 2007, Creep)

Desde que a pila passou a despertar todas as manhãs optou pelas mulheres mais velhas para se livrar da camada de rococós necessários para uma miúda fazer uma coisa tão simples como abrir as pernas e deixá-lo ir.

Mais a mais, o tempo ensinou-lhe ainda enquanto estudante que as independentes em matéria financeira não se importavam com a falta de dinheiro nos bolsos desde que não faltasse o afluxo sanguíneo à charrua e pagavam tudo e mais umas botas. E para manter o trabalho de campo bastava fingir agrado em satisfazer o mais pequeno capricho, como uma inenerrável visita a uma loja para escolher uma roupinha.

Lavrando nestes procedimentos conseguiu da sua primeira chefe privilégios no trabalho e muitas farras até com férias pagas mas nada em seu nome e começou a amanhar as amigas da casa com mais de dez anos de casamento e rapidamente aumentou o seu património com muita saliva e crescente técnica de retenção do produto mais tempo na fonte.

No efeito bola de neve conheceu e finalmente casou com uma viúva proprietária de um império hoteleiro onde combate o tédio dando aulas de golfe a jovenzinhas de pernas esguias com um capitel de calçõezinhos flutuantes e palas na testa a fazerem sombra no peito que estrebucha no pólo porque cada um é para o que se faz e ele nada mais sabe cultivar.


* título sugado do consciente da Vanus

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