Sexstorm


Posso afirmar que ele era das pessoas mais criativas e talentosas com quem já fiz sexo. Cada sessão era um autêntico sexstorm em que recriávamos as posições conhecidas ou o seu alinhamento. Por exemplo, recordo-me de começarmos na cama propriamente dita com o tradicional missionário para nos enchermos da força daquele primevo choque de culturas e passarmos para uma sucção à vez sentados na borda da banheira e seguirmos para um banho conjunto espalhando muito beijos pelo corpo para terminarmos num risonho jantar. Julgo que produzíamos conteúdos de excelência.

As razões para interrompermos a programação radicaram na divergência sobre a entrada de novos elementos. O seu imaginário pugnava por uma mulher e eu só aceitava um homem. A solução transitória de usarmos insufláveis de ambos os sexos revelou-se pouco consistente pela diminuta capacidade de participação dos ditos. E como nunca chegámos a consenso sobre a admissão de um casal de carne e osso tivemos de rescindir o contrato.

Acompanho com interesse o novo projecto dele com a violinista do qual se espera que lá para o final do ano produza um concertozinho de gugu-dadás e claro que mantenho a minha rodagem com o recém-licenciado de comunicação social que conseguiu emprego como taxista e mal chega à minha beira quer é desentorpecer os músculos sem se preocupar com a minha fixação em meter mudanças.

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