Nobel da vitalidade

(Foto © Paulo Madeira, 2007, hugo's)

Eu até podia vir aqui falar do Nobel da Literatura que este ano até foi atribuído a uma gaja e tudo mas com as fotocópias todas que a esta hora estão postadas pela blogoesfera fora, prefiro pegar numa poesia fresquinha que o Lapa me deu na caixa de comentários abaixo:

Contou-me um velho lavrador, do Soito Sabugal, saudoso da sua mocidade:

Quando eu era mai nôbo
A minha pitcha parecia
A ponteira dum arado:
Era um tal lavrar por ali fora…

Mas o jovem que, já vi, gosta destas coisas, não vai daqui sem esta:

Quando eu comia,
bebia, fumava e fodia,
dinheiro na minha carteira havia.

Agora que não como,
nem bebo, nem fumo,
nem fodo, ando de todo.

Tenho de voltar a comer,
a beber, a fumar e a foder
para aos meus amigos fazer ver,
que quem come, bebe, fuma e fode

É PORQUE PODE!!!...

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