Cu de calças

Costuma-se dizer que o cu nada tem a ver com as calças e não obstante, é comum escoarem-se os dias com os olhos a flanar por calças para concluir se estamos ou não na presença de um inestimável cu. Esta é uma tradição enraizada pela lenda das bilhas de Santo António que fixou as portuguesas e os portugueses nos bojos.

A nossa mira aponta a cus de calças- ou de saias ou de calções- na maior parte do ano, salvo na época das praias. O que de cada cu registamos na memória tem tudo a ver com as calças.

E a moda que insiste em sobreviver nas camadas mais jovens das calças a descair para descobrir uma dobras adiposas ou a roupa interior, às vezes de péssimo gosto como os carimbos nas peças de carne abatida, vem apenas cercear um pouquinho da imaginação que a credibilidade científica para determinar se estamos perante um bom ou mau cu continua a passar pela experimentação. E o método adequado é uma correcta leitura em braille.

Continuar a manter este ditado do cu nada ter a ver com as calças é plagiar de forma barata o Serviço Nacional de Saúde quando comparticipa a 100% a colocação de bandas gástricas para aumentar a visão de calças de bons traseiros enquanto não integra no plano nacional a vacina para o cancro do colo do útero contribuindo a médio prazo para extinção de alguns cus que ainda teriam tanto para dar.

[Foto © Jesus Jeans]


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