O emblema


Elogiou-me os longos cabelos e não me pareceu desadequado ir trocar encómios mais íntimos. Na casa dele e já despidinhos ele fez questão de ir buscar dois elásticos grossos e roliços daqueles que nem partem o cabelo nem nada e paramentou-nos com os ditos.

Seguindo o seu ritual pediu-me que ajoelhasse e lhe implorasse a salvação e embora não me sentisse pecadora acedi que jogo é jogo e não estava ali para cortar as vazas. Ele depositou-me o seu sagrado emblema na boca segurando-me no queixo e ali ficou especado a olhar aquele vaivém que lhe adrenalinava os espermatozóides a correrem que nem uns desalmados mexendo as mãos para me puxar a rédea do rabo de cavalo e controlar os movimentos ao trote que desejava.

Não é que tenha alguma coisa contra o aumento de proteínas no organismo mas confesso que estranhei que depois daquilo apenas me arrastasse para o seu computador para me exibir uma colecção de gepeguês do seu ceptro nas bocas das suas conquistas louras ou morenas sempre numa perspectiva em que só se via um niquinho do dito e os acólitos pendurados de fora tal a ânsia que tinha de repetir cenas do clássico Garganta Funda.

Não queria parecer mal agradecida perante tamanha partilha da intimidade mas não consegui controlar as gargalhadas que me golfavam da boca e a pergunta que me jorrou de se alguma vez tinha tido medo que os dentes lhe marcassem o brasão ou alguma mais enxofrada pela insistência naquela cena única lhe arrancasse alguma pontinha da coroa.

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