Castelo de Óbidos

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O Tiago era uma autêntica Disneylândia na cama. Típico da colheita de 79, assumia-se um expert em tecnologias e gadgets com o cuidado de antes de qualquer apresentação se abastecer convenientemente numa sex-shop.

Despejados os bolsos das jeans admirava-se o manancial de preservativos às cores, de diferentes sabores, estriados ou com saliências exteriores. Dos bolsos interiores do seu blusão saltavam tubos de gel lubrificante, de cremes estimulantes para o pénis e para o clítoris, pacotes de pó de cócegas, o frasco das gotas afrodisíacas e o do óleo de massagem com sabor a chocolate branco que era o seu preferido. Mas os orgulhos da sua colecção eram a caixinha de vela afrodisíaca para datas especiais, as algemas de peluche azul cueca e as vendas tigradas para os domingos, as cuecas comestíveis para as primeiras quecas da manhã, o cock ring ou a extensão de mais sete centímetros e meio de pénis para as noitadas.

Um dia trouxe a inovação de um spray retardante e lá esperei os cinco minutos da praxe a fumar um cigarro debruçada na janela e foi aí mesmo que ele decidiu acoplar-se de forma síncopa. Depois, estendemos-nos no tapete fofinho mas como se lhe picasse os joelhos sugeriu o colchão para o meu corpo de rabo alçado. Já de respiração ofegante pediu a troca para ficar de papo para o ar mas passados 15 minutos ainda nada. Resolvi massajá-lo e degluti-lo como se estivesse numa festival de chocolate e nada. Até que num assomo de raiva ele desatou a esbofetear o seu stick ali especado que se não descarregava não lhe servia para nada.

[Imagem gentilmente enviada por Sagher]

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