Chamem a Antónia!

(imagem daqui)

Antónia Gertrudes Pusich (1805- 1883) que nasceu em Cabo Verde, na ilha de S. Nicolau, foi a primeira mulher a viver da literatura e do jornalismo em Portugal, felizmente numa época em que não havia televisão ou ainda levava roda de andar a comer o rei de então que por acaso no auge da sua carreira era D. Maria II.

Antónia ergueu 3 casamentos e 11 filhos e também foram 3 as revistas que fundou e dirigiu ostentando o seu nome na ficha técnica sem se esconder sob um pseudónimo masculino. Primeiro foi a «Assembleia Literária- Jornal de Instrução » (1849) onde ao invés de publicar modas e bordados defendeu a necessidade de instrução das meninas e publicou variedades literárias, como as primeiras poesias de Júlio César Machado. Depois, como era presidente da Associação Consoladora dos Aflitos também dirigiu o órgão da mesma, a «A Beneficência» (1852) e finalmente, a «A Cruzada – Jornal Religioso e Literário» (1858).

E como morava em Lisboa no nº 265 da Rua de S. Bento ainda arranjava Antónia tempo para ser uma frequentadora assídua da galeria das senhoras na câmara dos deputados.

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