Biscoitinho

(em resposta ao desafio do ToZe Finurias)


O Ocean's Eleven fixou-se no meu imaginário que é o mesmo que dizer que sofro daquela mania comum de me babar pelo Pitinho e pelo Cloneyzinho. Não foi estratégico mas fui arrastada na onda.

Em três penadas a questão é que já há mais de um ano que amarinhava pelo Pitinho acima e abaixo que nestas coisas do sexo importa menos a posição do que o turbilhão das sensações e já dizia o nosso rei poeta D. Dinis que nem sempre galinha, nem sempre rainha. E como um verde branco ele continuava a saber-me a fresco e a dar-me aquele piquinho no palato e noutros pontos também húmidos mas mais carnudos do meu corpinho que me davam os momentos de estremecimento aos sacões e balbúcios desconexos. Só que o moreno amigo de longa data que nos acompanhava nas farras e mais encorpado como um bom tinto alentejano chamava por mim pelos olhos escuros e intensos como quem diz papa-me todo e era difícil desprezar aquelas nádegas sólidas que me davam formigueiro nas mãos. Vai daí comecei a fazer assaltos ora com um ora com outro.

Só que carregar o pecado da omissão todos os dias não era piedoso para nenhuns dos três, como se tivéssemos aderido à moda da promiscuidade entre funções públicas e privadas e ultrapassado o impacto dos olhares de soslaio e dos risinhos abafados dos carregadores das três camas individuais para o mesmo quarto consegui realizar o meu sonho adolescente de estar na cama com dois gajos aproveitando em simultâneo todas as potencialidades do meu corpo.



[foto enviada pelo ToZe Finurias]

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