A força do calor


Nem sequer gosto que numa relação me tratem por sócia por mor da conotação de empresa comercial que lhe dá mas com a Selecção Nacional sempre é como o outro que lhe dou o meu apoio e ela dá-me 23 colírios para lavar as vistas que valha a verdade até têm umas pernas jeitosas com os músculos trabalhados com os mais avançados e eficazes aparelhos de ginásio do mercado já que os calções largueirões que usam, a não ser que uma lama amiga os molhe para realçar as nádegas, são muito avessos a dar qualquer estímulo por pequenito que seja.

Vai daí que para apoiar os moços que vão lá estar fora a lutar pelo golo, ao frio e à chuva dessas terras inóspitas chamadas Áustria e Suíça, já comprei uma bandeira de três panos para fazer um vestido de alcinhas e assim devidamente equipada absorver o calor da multidão que se junta nestas épocas ao rebate da cerveja fresquinha e um ecrã gigante.

E é aqui que embirro com o cachecol. Não cabe nem na cabeça de um tinhoso que para apoiar os nossos rapazes se eleja este adereço de inverno, que até pica e arranha, para usar em campeonatos que decorrem na preparação do verão. Além de que destrói por completo a eficácia de qualquer modelinho para exibir um colo sem rugas, uns ombros lisos e objectivamente, as mamas que uma gaja não se esforça por marcar presença nestas coisas para ir para casa de mãos a abanar sem a perspectiva de um penalty.

Falam que é necessária a maior participação das mulheres no futebol mas no que interessa não as motivam activamente e nem se lembram de centrar as quinas nuns top's justinhos, numas mini-saias esvoaçantes, nuns calções de lycra nem nuns biquinis que para além da alma as faça estar de corpo inteiro com a Selecção.



[imagem gentilmente enviada por email]

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