D. Quixote revela homo erectus da Praia da Rocha

[Foto © Archeology.info]

Se a minha avozinha ainda fosse viva diria que o fim do mundo estava próximo mas como sou uma apaixonada da arqueologia e particularmente, da pré-histórica, só posso saudar o exaustivo e moroso trabalho de campo que a D. Quixote desenvolveu para trazer a público os testemunhos de um homo erectus encontrado no território nacional, conseguindo empenhadamente vertê-los para escrita e fazendo-o ombrear no seu catálogo com outros autores como António Lobo Antunes.

Este testemunho impressionante do homo erectus da Praia Rocha revela-nos os comportamentos sexuais dessas comunidades primitivas, os seus tabus, estratégias de sedução e até as práticas mágico-religiosas ligadas à morte. Para uma melhor compreensão da obra recomendo a leitura da recensão de Ricardo Araújo Pereira, publicada na Visão de hoje, intitulada «O culto da homossexualidade em ZéZé Camarinha» e da qual me permito respigar o seguinte parágrafo:
«Qualquer homem sabe que gostar de uma mulher como pessoa é coisa de larilas. Uma ideia que não esmorece quando Camarinha informa :"Ela tem muito dinheiro e não tem herdeiros, pois o marido está mesmo em fase terminal. Em princípio, vai ser tudo para mim mas eu nunca pedi nada! (...) Gosto muito da minha senhora e ela de mim. Por isso tem o testamento feito e sei que vai estar tudo em meu nome quando ela se for."»

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