A partilha dos alimentos na humanização da espécie


Três numa semana não é mau mas assim não chegamos ao Guiness foi a pinga de frase para ele transbordar em lamúrias sobre a minha contabilidade e as minhas constantes investidas de olhares penetrantes, sedentos e intimidantes com pernas a amarinharem-lhe pelas ancas numa oferta sistemática quando é dito por todos que as borlas, o que é grátis, o que é oferecido, não tem valor.

Ironizei se não lhe bastava implantar o padrão no fundo das minhas terras para se sentir um conquistador e os seus olhos flamejaram para me trespassar porque a cavalo dado não se olha o dente mas gajo que se preze persegue e captura uma gaja para lhe ver esmorecer a resistência às suas próprias mãos.

Comentei numa gargalhada que me parecia um ritual demasiado primitivo para ser usado no século XXI e abanando a cabeça para um lado e para o outro como um cão que sacode as moscas das orelhas ele inquiriu se eu queria ser apenas um bocado de carne para ele comer. Puxei-lhe o pescoço para lhe pregar um beijo na boca e a pergunta conheces algo mais igualitário do que comeres-me e eu comer-te?





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