Bartolomeu e a Ritinha da Fonte

Autor: Bartolomeu



Olá, eu soue a Rita e dou-me cá Bánessa desde quéramos pitinhas, tenho muito gorgulho de conhecer a minhámiga. A Bánessa tem sido cumo uma irmán, semes tã amigas quinté pratilhames o vinbrador. Só num pratilhamos quanda Bánessa bai prás probas, mas nessaltura fico-lha temar conta do cão, o Tebias que mánda um vergalho quinté me faz alimbrar o Bartalameu.

Esse Bartalameu é fudido. Um dia que beio cá à aldeia, foi correr ca Bánessa prá eira e eu que descunfiei co gajo tebesse ándamento prá acumpanhar, fui surrateira atrás deles. E numinganei, percassim que deram duas boltas à eira o Bratalameu ficou tõe cánsado que samandou pra cima dum monte de feno preque ja nauguentava cas gâmbias. E a Bánessinha foi-lhe logo dar umas mássages nos múscalos, e eu atrás doutra meda de feno a topar.

Entrementes do maio das pernas do Bratalameu alavanta-se outra perna, só que nã tinha pé. Quando vi aquilo inté marrapiei toda, mas a minha amiga Bánessa ficou muto feliz e agarrou logo na treceira perna do Bartalameu e vai da botar na boca e ao mêmo tempo ia despindo as calças do fátreino. Quando já estába despida bi a Bánessa escáncharse incima da outra perna do Bratalameu e fez desaparecer a perna dentro dela. Depois precebi ca treceira perna do Bratalameu é que tinha muitaforça, porque ele tinha as oitras duas quietas e aquela conseguia alavantar a Bánessinha ao ar. Intão passado um bocado precebi ca Bánessinha tábárrasca, preque começou a inclinar a cabeça pra trás e a gemer e a gritar ai meu deus quele mata-me... ai que ja nã posso mais. Intão saí a correr detrás da meda da palha e fui ajudar a Bánessinha, mas ela é muta corajosa é daquelas que não desinste inté cair pró lado. Mais coitada da menhámiga, passado mais um bocado acabou mêmo por cair cumo se tibesse murrido. Mas nã tinha, e inté mademirei porque quando me biu olhou pra mim com uma carinha de sanstefeitaaaa.

Intão birei-me pró Bratalomeu e vi que o gaijo ainda estaba agarrado à treceira perna e esfregaba-a para cima e pra baxo cas duas mãos, foi intão que precebi cu pobrezinho estáva a sefrer com dores e fiz logo cumá minha amiga Bánessa, baixei as cuecas, alebantéi a sáia e assantei-me im cima da perna do Bratolomeu. Mas a malbada inda estába cheínha de froça e mal massintei começóme logo àlevantar ó ar. Aquilo foi uma luta terríbel, ca força dos impurrões inte pracia ca perna do Bratolomeu machigava às guelas e quase que já nem cunseguia respirar. Comecei a sintir um calor muta grande cá pre dentro e os muscalos todos inté pracia quiam arrebentar, intão virei-me prá Bánessinha e num gemido pedi-lhe pra majudar. Intão pra que vejam cumo ela é tã menhamiga, coitadinha, quase sem poder cas pernas alebantou-se e meteu-se de joelhos ao meu lado e cas mões deu-me massages nos pêtos e au mêmo tempo dávame bêjos pramacalmar. Foi assim que conseguir auguentar mais umas quantas estucadas da perna do Bratalameu, mas num auguentei todas preque passado um bocado, deume uma estrameceira cá predentro quinté vi tudo a andár á roda e parecia cu mundo tinha começado ándar à roda mais depressa e numauguentei, caí de lado que nem um tordo. Mas a perna do Bratalameu num se ficou a rir, precaminhamiga Bánessa, incheu-se daquela coragem que só ela tem e boltousamontar em cima da perna, inquanto gritaba, fodeme, fodeme, fodeme. Num precebi muto bem proquequela gritaba aquilo, mas sinti cá pre dentro que tinha de ajudar, intão fiz cumo ela me tinha feito a mim porque me senti muito bem. E foi assim cagente cunseguiu dobrar a perna ó Bratalameu, que passado um bocado, mándou dois safanões e um berro quinté pracia o burro da Tia Ámélia a zurrar.


[imagem gentilmente enviada por Paulo Vinhal]

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