Bartolomeu e a TiAmélia do burro

Autor: Bartolomeu


Isté um abuso, acompararem o mê lindo burro Jeremias cum esse aparbalhado do Bratalameu.
Se conheço o Bratalameu? Oh meus amigos, conheço e de jinjeira, conheço eu e o meu Jeremias, o meu lindo Jeremias, o meu cumpanheiro inseparábel.

Coméqueconheci o Bratalameu? Num sei se lhes conte... inda num tenho muta cunfiança cus senhores... Tá bein eu conto, pronto, bamos a ber é so Jeremias num bem a saber disto e ainda me ferra um valente par de côcis. Intõe foi assim.

O Bratalameu binha bárias bezes à casa da menina Bánessinha, qué menha bezinha. Eu inté já o tinha bisto por aí a correr ao lado dela, sempre os dois muta cuntentinhos e assim, e sempre disse cá cus mês botões... olha este anda mas é a ber se intrepessa num calhau e aterra de queixos na Bánessinha, que cumasefora menha felhinha, de tánto que lhe quero, tadinha qué a luzinha dos mês olhos e inté já lhe tenho dito, que estou escunfiada quela corre tã bein debido a comer desde caninita os oibos das menhas galinhas.

E foi precausa dos obos que um dia o Bratalameu beio à minha casa, que foi a menina Bánessinha cu cá mándou, porque se lhe tinham acabado e ela cria fazer uma omileta pro jintar. Intão o Bratolomeu veio à menha casa e numincontrou e em lugar de sir imbora num senhora, botouse praí a cheirar dum lado pro outro e acabou por entrar no curral do Jeremias. Está mal, num tinha nada candar assim à buntade naquilo que num é dele. Resultado, eu tinha ido acumodar os animais, dar palha ao Jeremias e a raçãozinha e óspois intretiveme a brincar um bocadinho cu animal. Inda hoije estou pra saber prequê, porque o animal nunca tinha feito aquilo, o Jeremias naquel dia deu-lhe pra começar a esticar a bingala e cunto mais festas lhe fazia, mais ele arreganhava as beiçolas, intei que comecei a ficar incumudada caquilo, inté pracia cu animal estava a ficar reçaibado comigo. Mas pinsei, ora seu num sou burra, cumé co bixo podelhe tar a apetecer crica de mulher?

Mas, a curiosidade numabandonou e olhem acabei por majuelhar e pegar no stick do jeremias, e olhem foi uma gránde supresa porque o bicho quando lha peguei inte alevantou a patita para lhe micher melhor. Cumo estábamos ali só os dois, eu amais o burro, pinsei que num perdia nada se esprimentasse a berga do animal, assim fiz, primeiro, cuma achei quera grossa demais tintei metela na boca prá lambuzar bem, mas num deu, a porra era mesmo grossa, intão cuspi prá mão e tratei de lhe mulhar bem o bengalão, ósdespois alivantei a saia e meti-me de joalhos pordebaixo da barriga do burrinho, cuspi outra vez prá mão e lambuzei bem as bordas da crica. Nessaltura já o Jeremias me estava a dar marradinhas de piça nas nalgas, caquele burro é sabidão. Intão candaxei que já estava capaz de escorregar bem piguei-lhe na maçaroca e incosteia no bordâme e iame a preparar para empurrar um bocadito só para ver o infeito, mas o Jeremias apressou-se e enterrouma toda duma bez. Ai cum carago quintei pinsei ca cabeça marrabentava. Inda fiquei ali um bocado a ganhar folego e o Jeremias sempre a arrumarme ca porra pelos catrafolhos dentro e eu sem reação ninhuma deixávo arrumar que nem sabia se inda estába de joelhos ou se andába a boar pelo estáblo. Estáva naquilo amais o meu querido burrinho, quando sinti que estaba gente ao lado, olhei assim meio de esguelha e vi o Bratalomeu de pé já de piroca arreganhada boltada pra mim. Nem me deu tempo de lhe procurar o quéquecria, agarrou-me na cabeça e vai de me enfiar o bergalho todo plegoela quinté mia ingasgando. Intão já quase sem forças, quera o Jeremias por trás e o Bratalomeu pela frente, cuidei que mia a baixo das canetas, que num maguentaba, foi cando senti uma balente esguichadela pela guela abaixo e outra por detrás quinta parecia quandomarrebentaram as águas pra parir a minha Balbina.

Olhem, despois daquilo fui de gatas pra cima da palha e deixeimalificar cuase esfalecida. Estaba eu naquela meséria que quase num daba acordo de mim, veio o Bratalomeu deitar-se por trás de mim. E num é caquele malbato, aproveitado do meu estado de fraqueza, arreganha-me as nalgas e enfiame aquele macambuziu todo dumássentada só pela regueifa dentro? Eu palabras donra que se tibesse forças tinha mamandado ao home, mas cumo estába toda escanchada deixeio arrebimbar à vontade. Primeiros fingi que estaba a dromir, mas com o correr da coisa espebitei, impurreio e disse-lhe mas afenal que porra é esta? quem é que manda aqui? e escancheime em cima dele e fui eu que o encatrafiei ao meu gosto.

Mas o homem parece que nuncaselhacaba o tesõe, a seguir de me fornicar as nalgas até já num auguentar mais, alevantou-se ainda de pau feito, foise por trás do Jeremias agarrou-lhe no rabo com uma mão e ca outra segurou o malho e encavouo na peida do mê lindo burrinho. Cando vi aquilo pinsei logo. Ai Bratolomeu, vais lebar cum par de côces que nem os colhões se taprobeitam. Mas não, pra meu espanto vi o Jeremias fechar os olhinhos e aguentou até ao fim ca moca do Bratalomeu.

A porra toda é que desdesse dia o mê Jeremias nunca mais alevantou a bingala cando lhe faço festas. Inda so Bratalomeu biessa cá mais bezes... bescar oivos prá menina Bánessa...

[Imagem gentilmente enviada por Cap]

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