Choque frontal

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Em bom português, dir-se-ia que os rinocerontes são uns caga-tacos: cabeça grande, corpulentos e de pernas curtas. No entanto, sempre foram muito cobiçados pelos seus chifres, afamado afrodisíaco, que na verdade são excrescências da pele.

Como vivem cerca de 50 anos e atingem a maturidade sexual entre os 6 e os 10 anos têm algumas décadas para as corridas de camiões que caracterizam o seu ritual de acasalamento. Perseguem-se alegremente um ao outro em alta velocidade, entrecruzam os chifres como os copos dos noivos no copo-de-água e bramem apaixonadamente como uma pujante buzina de um camião TIR.

Na época de engate, o par de paquidermes permanece junto durante um período que pode ir de uma semana até quatro meses, findo o qual a fêmea abandona o território do macho, bem marcado por pilhas de urina e excrementos até um metro de altura.


Notícia de última hora: o enviado especial Bartolomeu entrevista Charles Darwin sobre esta matéria

Peço desculpa pelo atraso do meu comentário, o mesmo fica a dever-se ao facto de ter estado desde manhã, ao telefone com o Sr. Charles Darwin.
Foi difícil obter ligação com ele, mas quando finalmente fui atendido e comecei a apresentar-me como comentador do fabuloso blog "Chez", ele atalhou imediatamente: Ah sim, tenho ouvido falar com frequência tanto do blog como da sua fantástica autora a menina Mary Tree.
Não sustive uma gargalhada de apreço e anuência e confirmei: é efectivamente esse, não imaginei que fosse conhecido a esse ponto.

Diz-me ele: Ah meu amigo, anda muito mal informado, por cá não se fala de outra coisa, aliás, só estou a a guardar a entrega do meu Magalhães, para começar imediatamente a visitá-lo e a comentá-lo. Mas, diga-me lá a que devo a honra do seu telefonema?...
- Sabe Sr. Darwin, é que hoje a menina Tree, publicou um post acerca de uns bichinhos...
- Sei muitíssimo bem, os mamíferos artiodáctilos. Pois meu caro Bartolomeu, posso confirmar-lhe que efectivamente e por estranho que possa parecer, a espécie que a menina Mary descreve, acasala tal e qual daquela forma.
- É? Pois olhe meu caro Darwin que me surpreende bastante essa revelação. Nunca poderia imaginar que o rino fosse um cagão de tão alto gabarito. Nesse caso, poderei inferir, que o rino-paqui, caga mais do que fode? Ou, será que a natureza tomou conta desse pormenor e conseguiu equilibrar a coisa?
- Tudo neste mundo coexiste em harmonia caro Bartolomeu.
-Desculpe Sr. Darwin, mas não consigo objectivar de que forma a natureza conseguiu equivaler sexo e merda?!
- Elementar caro Bartolomeu, dotou a fêmea do rino de um péssimo olfacto; repare que ela só ao fim de 4 meses é que começa a ficar incomodada pelo cheiro a merda e dá de frosques.
- Pois... vendo as coisas por esse prisma... sou levado a concordar com o tal equilíbrio... natural. Então e depois dela bazar ?
-Bom meu caro, isso fica para outra altura, já tenho aqui 18 telefonemas em linha, vou ter de terminar esta conversa, mas pense, meu caro, pense e vai ver que chegará a uma conclusão.


Rectificação do Bartolomeu (o inventor do blogue em comentários)

Um gajo não pode fazer munta fé naquilo cos ciintistas dezem, pá.
Eu boteima pensar tal cumó home disse e precebi quel me tinha dado a volta. Fiquei fodido, mas depois pinsei: afinal o gajo até é pracido comigo nalguns inspétos. Sabes é queu tãombain num gosto nada de dar de-mão-beijada. Sou um becado cumáquele santinho... dou a linha e o inzol e depois cada um que procure o sítio adondé que tá o pêxe. Num é por mai nada, é porque sum gajo faz tudo, a coisa perde a gracinha toda.
Bom, indiante. Tal cumo te dizia, botei-ma pinsar e desrrepente fê-se luz. Pera lá Bartolomeu, tu numtalembras cando andábas na escola, um dia o prefessor de garmática falar cos rinonçarontes tinham um olfato do caráças? Pois é! Aquilo cos gajos têm fracote é a bisão. Ora intão é que percebi a letra do Sr. Charles, aquele malandro sabe-a toda... é ca rinonceronta aguenta-se à bronca porque não topa os montes do merdelim. Quer dezere... ela topa o cheiro a merda, mas só percebe quando começa a intrapeçar nela.
Então a cena ganhou outro sintido quando incontrei relação entre o rino e o nosso país. É!
Isto afinal é um reino de rinonçarontes, andão por aí uns quantos machos a fazer merda dembarda e a intralaçar o corno uns nos outros, mas no final aquilo queles querem é foder alguém e, como é tudo céguinho, apesar de lhe sentirem o cheiro, só quando torpeçam nela e se atolam até ao pescoço, é que começam a miar. Mas aí... olha, só dando de frosques e voltar para a próxima acasaladela...

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