A rolar


Como a torneira de um pipo o meu mamilo direito escorria para a sua boca ao ritmo da ondulação dos pêlos das suas coxas nas minhas nádegas. Tal e qual eu fosse um alambique que quando dá o calor por baixo começa a pingar e friorenta como sou demorava-me naquele calor.

Ele era o que se chama uma jóia de rapaz e mesmo estiraçado nos lençóis fazia questão de me demonstrar que eu não estava ali apenas a encher pneus e com desvelo teclava-me costas abaixo e costas acima com insistência nas notas nadegais como se os seus dedos tivessem bichos carpinteiros e a sua boca impulsos incontroláveis e ávidos de me debicar os mamilos e até levantava o rabinho para uma estocadita. E arrulhava muito como se as palavras fossem nele água de nascente e dessa vez no meio da torrente apelidou-me de rola.

Num segundo desmontei e estiquei-me até à cómoda a pegar no telemóvel perante os seus olhos atónitos e as suas sobrancelhas arqueadas mais o seu patareco interrogativo sobranceiro à cena e nessa sensação de estar a ser observada sem deixar de escrever o lembrete lá me justifiquei que era só um segundinho que a rola me dera uma ideia para um post e não podia desperdiçá-la antes que saísse de mim destilada em água e sal.




[Foto © vaZectomia, 2008]

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