Contra a parede

(a resposta do Bartolomeu ao «No escurinho do cinema»)



Eu tinha uma máquina de projectar filmes de SuperVH8, na parede. Mandavam-me os filmes do Canadá. As gaijas munta roliças, munta branquinhas, também só havia 2 alternativas, ou brancas ou pretas, tal como o filme.

A história era sempre igual, o marido saía para trabalhar e entrava o amante, davam uma ripada à pressa e quase não havia língua na coisa ou coiso na boca, ou boca no coiso... ah e pó rabinho népias. Nem havia grandes planos das cricas nem o camandro, cada um que imaginasse a gosto.

Quando chegava filme novo, era uma festança, o maralhal abancava-se a tarde toda lá em casa e eu tinha cervejola à pala no Mr. Piquick, ou no Charlie Brown.





[Imagem do filme
Sexo, Suor e Samba, 2004, trabalhada aqui ]

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