Couto ou Magalhães?


O Magalhães anda nas bocas de toda a gente e no entanto, perde-se com ele a oportunidade de divulgar o património histórico nascido da empreendedora iniciativa nacional.

Foi amplamente divulgado, quanto mais não seja pelas dívidas aos fisco, que este computador portátil é fabricado pela JP Sá Couto e em vez de o denominarem Portátil Couto, insidiosamente oculta-se a sua paternidade, com laivos de puritanismo na confusão que se podia gerar entre Couto e coito, a mesma que outrora transformou o Rexona em Rexina, preferindo-se crismá-lo de Magalhães, o homem da circum-navegação ao serviço dos espanhóis, quando até nos idos de 92 e 93 um ministro da educação ostentou tal apelido mesmo que acolitado por santos.

Parece esta uma injustiça ao esquecer a herança da Pasta Medicinal Couto no nosso país, da empresa portuense que também produziu os famosos Restaurador Olex e a Vaselina Pura Couto, particularmente no capítulo do uso da publicidade em que foi pioneira. Quem não se recorda do slogan Palavras para quê?!É um artista português e só usa pasta medicinal Couto que bem se podia adaptar para Canetas para quê?! É um estudante português e só usa portátil Couto, com a imagem de um jovem segurando o leve computador entre dentes enquanto dança hip hop.

Dirão que este portátil foi concebido também a pensar nas exportações e só aí encontro mais uma razão para não se optar por um nome terminado em «ães», de difícil pronúncia para quem não fale português. Mesmo querendo por associação valorizar a época gloriosa das navegações dos portugueses pelo mundo não se pode escamotear o fecundo património português que foi amplamente legado através do coito, particularmente na divulgação da posição do missionário. Torna-se urgente defender a originalidade da criação nacional colocando nas bocas do mundo o slogan Com o portátil Couto, já não quero outro.


Outros slogans sugeridos pelos comentadores:
vanus: com um portátil magalhães, já ninguém nos chama filhos das mães

[Imagem criada aqui]

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