De repente


Marrando na Crica

De repente, a crica fez-se em flor
Silenciosa, rubra como a romã
E das bocas unidas fez-se a dor
Das mãos espalmadas fez-se a manhã

De repente na cama fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
De uma crica ardente que me chama

De repente, não mais que de repente
Fez-se triste a que se fez amante
E o "zézinho" palpitante e contente
Fez-se amigo próximo e distante
Fez da crica uma aventura errante
Derrepente surge um rio de esporra, abundante


Alfredo, Marradinhas na crica, 2008

[Imagem gentilmente enviada por email]

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