Relações de vizinhança


Saí do carro e dei com o rabo dela espetado em manobras para sacar as compras da mala do carro. Avancei decidido e disse-lhe ó vizinha deixe-me ajudá-la a transportar esses sacos que esse seu cu tão bem benfeitinho inspira-me esta boa acção e porque nunca se sabe se hoje é o meu dia de sorte e em troca dela não me dá mais qualquer coisinha que é o mesmo que dizer uns minutos de sexo puro e duro.

Ela empertiga-se a mostrar-me como ainda tem as mamas no sítio e responde-me que de bom grado aceita a ajuda porque para carregar nunca as mãos são de mais embora ainda não saiba se me quer pagar em favores sexuais porque apesar de já me ter galado de alto a baixo e considerado que o rabo não era nada de se deitar fora não sabe se hoje está para aí virada.

Pego nuns quantos avios que a esperança é a última a morrer e enquanto caminhamos para a porta do prédio asseguro-lhe que tenho quinze centímetros de pénis o que no nosso país é uma medida muito aceitável e desafio-a a constatá-lo pelas suas próprias mãos depois de pousar os sacos que bastarão umas esfregadelas mesmo por cima das calças para rapidamente ficar com o tamanho publicitado.

Ela ri-se abertamente e pousa os sacos na entrada com as mãos a escorrer-lhe pelas ancas para me confessar que se sente lisonjeada por ser objecto de desejo que é uma coisa que também lhe levanta o ego num instantinho mas que sem saber se também sou assim dotado de língua não se consegue decidir e termina a frase espetando um dedo na boca numa sucção rápida antes de meter as chaves a porta.

Apresso-me a passar com os meus sacos para chamar o elevador e exibir-lhe a minha língua de fora e os seus vários requebros à volta dos meus lábios como garantia da qualidade do serviço que ela vê sorridente sem mostrar os dentes e aproximando-se de mim chega-me uma palma de mão ao ombro e declara que temos pena mas vai ter de ficar para um outro dia em que não esteja com o período.


[Produção © Tom Ford, 2008, encontrada em Ethan Says]

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