Tuíta-me e faz-me crescer

Muitas razões se podem avançar para a popularidade do Twitter e após apurados estudos junto da fauna local defendo como hipótese mais plausível o facto de, independentemente do sexo com que nascemos, lá todos podermos ter um pénis, como a imagem documenta.

Sem discriminação de género todos podemos medir pilas tanto mais que quanto mais nos tuítam mais ela cresce. E é rápida, simples e eficaz esta partilha de prazer. Há uma velocidade estonteante com que somos penetrados por informação, uma atrás da outra, num gemido contínuo de tuit tuit tuit tuit tuit, deste, do outro e daquele que nem temos tempo para pensar embrenhados naquela volúpia de sentirmos o que está a acontecer no momento.

Não será também desprezível um certo onanismo de língua já que, mais uma vez sem discriminação de sexo, todos podemos dar intensivamente à língua. Com a imensa vantagem de sem sermos geek ou possuirmos os mínimos conhecimentos de grafismo podermos dizer em público tudo que nos apetecer que ninguém nos liga nenhuma, como se falássemos alto entre as quatro paredes de uma casa de banho. Mesmo se o acaso nos levar a entabular uma conversa o máximo de 140 caracteres por frase impede que alguém tenha a veleidade de avançar mais que a canção do bandido ou de blipá-la.

E igualmente não despiciendo é o voyeurismo que permite. Que é tal e qual um programa do big brother de celebridades onde lhe podemos espreitar a intimidade que debitam em frases tão interessantes como vou almoçar, vou jantar, vou dormir, mesmo que o pudor as impeça de nos informar quando praticam sexo ou se o substituíram pela tuíta.





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