Manobras


Atirei-lhe com a gravata para um canto qualquer para lhe agarrar o pescoço com ambas as mãos e mordiscá-lo gulosamente em sonoras sucções enquanto ele se debatia com o casaco para o fazer sair de si e tentava acertar-me com beijos numa qualquer nesga de cara. Resolvi ajudá-lo abrindo-lhe os botões da camisa e premiando-o com um beijo por cada pedacinho de peito descoberto enquanto ele se desenvencilhava do cinto para as calças descaírem abaixo da linha do rabo e rapidamente levava uma mão ao material de trabalho para avaliar o estado de prontidão. Julgo que determinou falta de aquecimento e num frenesi puxou-me para atirar a sua língua desesperada para dentro da minha boca, levantou-me a camisola para num instante sacar os mamilos fora do sutiã e alternadamente os chupar e não satisfeito desceu a língua pela linha mediana do meu corpo até se ajoelhar na minha fonte como um petiz deliciado pelo suco dos medronhos.

Era a minha deixa para o atirar para cima da cama com a pressa de nem tirar o edredon e acocorada entre as suas pernas abertas fazer entrar em ebulição a sua cafeteira. Não me esqueci das piscadelas de olho cúmplices enquanto a media com a língua. Não me esqueci de a tragar começando pelo topo e bocadinho a bocadinho engoli-la toda. Não me esqueci de infiltrar as mãozinhas pelas suas nádegas e testículos em amassos constantes mas não havia maneira de levantar fervura.

O seu olhar sorria a meia haste como a pedir desculpa de já ter ultrapassado a barreira dos quarenta mas teve a hombridade de não pronunciar que tal nunca lhe tinha acontecido. E desta sorte me sentei de pernas abertas com os pés a tocar-lhe os sovacos , aconchegando a minha menina às suas bolinhas e de mão pronta e rápida comecei com afã a subir e a descer o seu menino, o seu corredor de fundo, enquanto repetia o mantra Força! Isto vai! Isto vai!


[Foto © Paulo Madeira, 2007, Manobras]

0 comentários: