Ananga Ranga


Se a sua cara metade (ou barata ou de preço intermédio) passa as horas de trabalho a assediar qualquer colega que mexa ou a gastar muito as vistas no vizinho ou na vizinha, conforme a preferência, não está a precisar de um anti-vírico para a Gripe A mas de Ananga Ranga.

Para não haver equívocos, não se trata da banda lisboeta de jazz rock com o mesmo nome, mas de um manual erótico-sensual do indiano Kalyana Malla, escrito em 1172 ou em 1450, indicado na prevenção da separação de um casal, já que o autor era um acérrimo defensor da monogamia e do investimento em posições diversificadas para evitar a monotonia de anos a fio se manterem os mesmos parceiros.

O livro é também conhecido como Kama Shastra e se repararmos que a palavra Kama se refere à busca do prazer e ao Deus do Amor na mitologia indiana melhor compreendemos que enquanto o seu antecessor Kama Sutra trata de tudo ao molho e fé em deus o Kama Shastra é uma vulgata do anterior para manter a chama acesa em leitos conjugais. Em ambos se explana a divina ideia de que o prazer é um dos aspectos fundamentais para a salvação da alma.

Na impossibilidade de aqui reproduzir o livro e porque nestas matérias conta mais a prática do que a teoria, remeto para um sex-shop online também denominado Kama Shastra que fornece inspiração para a posição do dia com a pertinente indicação das calorias gastas por homens e mulheres na sua execução.





[Foto © Agent Provocateur, 2009]

7 comentários:

Bartolomeu disse...

Não me parece queste Kalyana taja a ber vem a coisa...
Então so parzer é fudametal prá salbassão da alma e se com quantos mais prasseiros(as) se fuder mais parzer se tem... por que carga d'auga nos abemos de restringir a um/uma só!?
Hmmm?
A num ser cum gaijo num tenha tezão pra tudo... aí... bem... talbez num tenha outro rimédio que fuder sempre ca mesma.
Já nu que rispeita às expriênias de nobas pesições... bom, isso estou cumpleta e enteiramente dacordu, chepto aquela cum gaijo samanda de cima do guarda bestidos e a gaija está de pernas abertas incima da cama.
É cuma bez esprimentei e cando ja ía no ar, a gaija deulhuma bontade repintina de mijar e olha... ía partindamola à gaita dincontró quelchão. Inda percima candagaija boltou do dâbliu cê e me biu agarrado ao malho a gemer, ficou feriosa e preguntoumós gritos se num podia esperar um bocadinho pora ela poder gozar tambeim.

maria_arvore disse...

Bartolomeu,
:))))

Se é o Kama que permite a salvação da alma e neste particular sou muito crédula, não há como solidariamente partilhar o nosso corpinho nessa missão. :)

Bartolomeu disse...

Adoro os teus princípios solidários, Maria Kama... Sutra!!!

PreDatado disse...

Oh decepção. Fui lá e está um dia atrasado. Aquela foi a nossa posição de ontem.

Bartolomeu disse...

E se vires a posição de amanhã, vais ficar na dúvida se o boneco está a meter no umbigo da boneca, ou se a boneca é traveca e está a papar a peidola ao boneco...
Este livro é uma fraude... digo eu...

mfc disse...

Também sou monogâmico.
Os ajuntamentos só baralham!

Fatyly disse...

tu és demais e tens comentadores de alto nível :)))))))))))))