Ananga Ranga


Se a sua cara metade (ou barata ou de preço intermédio) passa as horas de trabalho a assediar qualquer colega que mexa ou a gastar muito as vistas no vizinho ou na vizinha, conforme a preferência, não está a precisar de um anti-vírico para a Gripe A mas de Ananga Ranga.

Para não haver equívocos, não se trata da banda lisboeta de jazz rock com o mesmo nome, mas de um manual erótico-sensual do indiano Kalyana Malla, escrito em 1172 ou em 1450, indicado na prevenção da separação de um casal, já que o autor era um acérrimo defensor da monogamia e do investimento em posições diversificadas para evitar a monotonia de anos a fio se manterem os mesmos parceiros.

O livro é também conhecido como Kama Shastra e se repararmos que a palavra Kama se refere à busca do prazer e ao Deus do Amor na mitologia indiana melhor compreendemos que enquanto o seu antecessor Kama Sutra trata de tudo ao molho e fé em deus o Kama Shastra é uma vulgata do anterior para manter a chama acesa em leitos conjugais. Em ambos se explana a divina ideia de que o prazer é um dos aspectos fundamentais para a salvação da alma.

Na impossibilidade de aqui reproduzir o livro e porque nestas matérias conta mais a prática do que a teoria, remeto para um sex-shop online também denominado Kama Shastra que fornece inspiração para a posição do dia com a pertinente indicação das calorias gastas por homens e mulheres na sua execução.





[Foto © Agent Provocateur, 2009]

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