As Vénus não se medem aos palmos

Foi descoberta uma nova representação feminina, designada como Vénus de Hohle Fels, com 35 mil anos que assim vem destronar a Vénus de Willendorf que conta com uns meros 28 mil anos. E não obstante os seus 33 gramas e menos de 6 cm de altura que a tornariam adequada para porta-chaves caso os homens do Paleolítco já usassem apartamentos em condomínio fechado ou automóveis e quisessem exibir esse estatuto nos dedos, esta Vénus possui características sexuais ainda mais exageradas que a anterior recordista, dadas as mamas bastante mais volumosas e os traços da genitália marcadamente mais vincados e fundos.

O Público que na sua edição impressa de ontem noticiou o acontecimento até legendou a fotografia com a afirmação de que «A Vénus de Hohle Fels, de frente e de perfil, tem ainda muito para dizer». Desta forma, supomos que estará para breve a divulgação de um dvd exclusivo da última entrevista da Vénus de Hohle Fels em vida, e em diversas posições, para certamente explicar as maravilhas da cirurgia plástica pré-histórica que lhe permitiram ter umas mamas tão fenomenais como as implantadas de acordo com os cânones da moda do século XXI e quiçá, também sobre as técnicas de aumento da extensão da profundidade vaginal. Caso isso aconteça será uma marcante revelação histórica que destituirá em definitivo as velhas teorias que pretendem que estas Vénus são meras representações mágico-religiosas da fertilidade de comunidades dependentes dos caprichos da natureza e confirmará em definitivo a prática da cirurgia estética desde tempos imemoriais para gáudio dos machos, tanto que até já comportava uma redução do perímetro craniano das fêmeas.

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