Da importância dos mamilos

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O segundo número da Playboy já está nas bancas ostentando finalmente na capa uma gaja toda nua e destacando a cor apetecível da sua carne com um fundo claro. Mas insiste em tapar os mamilos com cabelos e interrogo-me se é erótico imaginar varrê-los com obstinados golpes de língua ou se é indecente expôr à luz do dia o resquício de que os homens descendem das mulheres.

Bem sei que se olharmos para o call-center da Ferreira Leite tudo nos parece indicar o sentido contrário mas lá porque a indumentária da mulher não sugere qualquer caminho para eles não quer dizer que não os tenha, tanto mais que está ali feita nossa senhora a pedir donativos para o seu menino. Lembro que antigamente era Nossa Senhora da Conceição que apadrinhava o dia da Mãe e que o mamilo é ícone maior deste dia.

Faço ainda notar que a cor mais pronunciada do mamilo é como a luzinha vermelha no painel de comandos de um automóvel a alertar-nos para intervir rapidamente e quem quer que já tenha ido para a cama com mulheres sabe que quanto mais espetados e escuros estiverem os mamilos mais sinalizam a disponibilidade para a acção que eventualmente produz crianças. E já que o verão e as t-shirts molhadas se aproximam, apelo à demonstração viva de mamilos ao alto, incluindo os homens que pessoalmente me apraz tanto debicar, como valor seguro na continuidade da comemoração do dia da Mãe.



[Foto © Baly, 2007, Patrícia Loureiro]

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